PAPPY REELEITO PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DE ATLETISMO CONTRA VONTADE DO GOVERNO

Partilhar está notícia nas redes sociais.

Renato Moura foi reeleito, no passado sábado, 19 de Agosto, presidente da Federação de Atletismo da Guiné-Bissau, para o um terceiro mandato consecutivo, apesar de governo ter comunicado um dia antes, que não vai reconhecer nenhuma direcção saído da assembleia-geral daquela instituição Federativa.

O governo através da Direcção Geral do Desporto, emitiu um comunicado em que pedia o adiamento da reunião, até encontrarem uma solução que ponha fim a crise que se instalou na instituição que rege o atletismo nacional, sob pena de não reconhecer o acto e das soluções vindas da assembleia.

Em causa está a crise instalada devido a pretensão recandidatura de Renato Moura para o terceiro mandato, uma situação fortemente contestada por alguns membros e dirigentes da instituição, que entende que os estatutos vedam-lhe ao terceiro mandato consecutivo.

A direcção de Renato Moura defende que os actuais estatutos que foram revisados não proíbem o seu terceiro mandato, mas a outra corrente entende que a reunião da revisão dos estatutos foi mal convocada e as eleições foram marcadas ilegalmente, por serem realizadas na ausência do presidente da mesa de assembleia-geral.

Assembleia do passado sábado foi realizada fora das instalações do estádio nacional 24 de Setembro, onde inicialmente indicado para a sua realização, devido ao impedimento por parte da direcção geral. Assim sendo a comissão eleitoral procurou um local alternativo, num dos restaurantes arredores do estádio, na qual Renato moura conseguiu nove dos doze votos dos delegados.

Mais tarde, antes da contagem dos votos, foram expulsos do restaurante, porque a proprietária acabou por entender que o acto foi negado pelo governo, assim, a contagem foi realizado ao ar livre, quando ainda chovia.

Apesar da chuva, foi possível contagem dos votos em que Moura venceu com uma margem alargada, de nove, conta dois votos de Paulo Fonseca e um voto de Djone Fernando Có.

Falando a Imprensa depois do escrutínio, o presidente reeleito, Renato Moura disse estar feliz com a reeleição, e desvalorizou a decisão do governo que não vai reconhecer a sua direcção.

Nesse particular, Papi, como é também conhecido, disse que a direcção geral dos desportos teve conhecimento do problema da federação há oito meses, mas não fez nada a respeito.

 “Se não formos reconhecidos pelo governo, paciência, continuaremos a fazer o nosso trabalho como sempre fizemos” acrescentou.

Contudo, o líder da federação do ciclismo disse esperar que o governo acabará por reconhecer a sua direção.

Em relação aos eixos prioritários para o próximo mandato, Renato Moura elencou formação dos dirigentes desportivos, atletas, treinadores e juízes, e criar um subsídio anual como incentivo aos dirigentes de associações regionais e melhoria de condições de trabalho.

Pappy destacou ainda a captação de novos talentos a nível nacional, aumentar número de competições nacionais e continuação da participação do país nas provas internacionais.

Sobre as contestações por parte de alguns sócios da federação, o presidente da Comissão Eleitoral, Jorge Veríssimo Baldé Júnior sustenta que algumas associações que estão a contestar, não estão legais uma vez que não realizaram as suas assembleias para legitimar os seus órgãos sociais, fazendo alusão a associação dos treinadores.

Nesse sentido, Baldé Júnior disse ainda que a associação dos veteranos não tem direito a voto.

Jorge Baldé considerou que o governo não tem atribuição para imiscuir nos assuntos internos da federação, já que se trata de uma organização com a sua autonomia.

Apesar disso, o responsável disse desconhecer do comunicado de governo, na medida em que não receberam nenhum documento nesse sentido.

Segundo, Baldé Júnior, as partes tentaram soluções equilibrado com a intervenção da direção geral dos desportos desde dia 19 de Julho, em que a direcção dos desportos devia produzir um documento que deveria ser assinada pelas partes, mas o que não foi feito pela direcção geral dos desportos.

No seu entender, o governo só podia solicitar o adiamento da reunião magna da federação de atletismo mediante aviso prévio aos próprios candidatos.

texto: Odemocrata